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Vamos Pra Onde

Quando perdi o celular no primeiro vôo…

Histórias por aí: o celular quase se foi…

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Feliz da vida, com toda ansiedade do mundo, entro no avião e pego o primeiro vôo da minha tão esperada volta ao mundo: saio do Rio rumo à Salvador.

“Vai começar a maior aventura da minha vida!”- isso é tudo que consigo pensar nesse momento.

Faço um útimo vídeo no Snapchat (BabiCady) falando da minha felicidade e ansiedade com essa nova experiência e tudo certo! Acabo de gravar diretamente do meu precioso Iphone 6S que ganhei de presente da minha mãe (último lançamento, caro pra cassete) e então o coloco no bolsão do assento, poltrona 18b. Durmo, acordo, como, durmo, espero todo mundo sair do avião. Não tenho pressa pra chegar, não tenho mais pressa pra nada.

Saio do avião, chego na esteira pra retirar minha mochila e imediatamente lembro do celular, esqueci no bolso do assento. Tento voltar até a aeronave, não deixam. Peço para verificarem no avião, dizem que já limparam o avião e não encontraram nada. Digo o numero do meu assento “18b”, mas novamente dizem que não encontraram nada. Insisto e dizem que checaram no meu assento, nos assentos da frente, ao lado, nos de trás e não acharam nada. Me indicaram abrir um “processo” na companhia, se achassem entrariam em contato. Verifico no app find my iphone mas não consigo localizá-lo por tê-lo deixado no modo avião. Tento inúmeras vezes, por horas, e nada. Pela internet, ativei o modo perdido no meu celular, coloquei o número de um amigo para que a pessoa pudesse entrar em contato e deixei a seguinte mensagem:

“Perdi o meu telefone. Larguei meu emprego pra dar a volta ao mundo e vai fazer falta. Por favor entre em contato. Obrigada”.

Quando a pessoa tirasse o telefone do modo avião um som de alarme iria soar, a mensagem iria aparecer automaticamente e tudo poderia se resolver lindamente.

Não queria contar pra ninguém que tinha esquecido o celular pois ainda tinha esperança de encontrar. Minha prima linda e amada estava no mesmo vôo que eu e na hora ela falou:  “Pede pra São Longuinho que não tem erro, conversa com ele prima, explica pra ele como esse celular vai ser importante nessa viagem e prometa muitos pulinhos. Mil, dois, três mil pulinhos. Mostra pra ele como você quer muito recuperar o telefone”. E assim eu fiz, conversei com ele, pedi e prometi 2 mil pulinhos!!!

Fiquei arrasada, minha viagem nem tinha começado e eu já tinha vacilado com uma parada tão básica, não tava acreditando naquilo.

Bom, no dia seguinte logo que acordei encontrei 11 chamadas não atendidas no celular do meu amigo – e sim, elas tinham sido feitas do meu celular! Pensei: encontraram meu celular e querem devolver, uhuuuuu!!! Mas tentei ligar várias vezes e ninguém atendia ☹

Entrei no find my iPhone de novo e finalmente consegui ver a localização do celular. Não entendi nada: Santa Catarina?? Como assim?? O danado foi parar no aeroporto de FLORIANÓPOLIS! Ele estava lá, feliz, eu acho! Foi curtir uma praia no Sul, não queria Bahia, tinha que ser Santa Catarina.

Ligo para a GOL e peço o telefone da companhia no aeroporto de Florianópolis, explico que consigo ver que o celular tá no aeroporto mas não sei onde. Consigo o telefone, ligo e explico para a atendente Erika tudo o que havia acontecido. Dou as características do telefone, dou todos os detalhes. Enquanto falava com ele, o meu celular ligava pro celular do meu amigo. Sim, ele estava lá, estava com a GOL! Alguém, uma pessoa que até hoje não sei quem é, mas é do bem e honesta (como todos deveriam ser), encontrou meu celular no avião e devolveu! Para você que encontrou, o meu eterno MUUUUITO OBRIGADA por fazer o correto e que pessoas como você apareçam no seu caminho.

A atendente me explica que a Gol vai enviar para o aeroporto de Salvador e que eu precisaria preencher uma autorização, trocamos e-mails, enviei o que precisava e se tudo desse certo meu celular chegaria em Salvador as 17:00h.

Infelizmente, não conseguiram mandar nesse horário e aí não consegui pegar o celular, já que tinha acabado de comprar a passagem de ônibus para a Chapada Diamantina naquele dia a noite. Ficaria uns 20 dias sem o celular até que voltasse pra Salvador e então recuperasse o fugitivo.

E foi assim que eu comecei minha viagem, cheia de emoção, hahahahahaha… Na verdade foi ótimo que isso tenha acontecido logo no início para que eu tenha mais atenção e não perca nada.

Ah! Detalhe básico: no mesmo dia que “perdi” o celular eu também “perdi” o meu cartão de débito, que tal? Quando estava na rodoviária de Salvador indo pra Chapada Diamantina fui sacar dinheiro e não achei o cartão, não consegui acreditar, de novo? Não era possível que minha memória fosse tão ruim e eu fosse tão esquecida. Nao tinha aprendido nada com o acontecimento do celular? Inacreditável! Lá da Chapada tentei entrar em contato com o meu banco pra cancelar o cartão mas o sinal do skype estava péssimo e, pra minha sorte, não consegui cancelar. Digo sorte porque literalmente 5 minutos depois da minha tentativa frustada a minha prima amada mandou uma mensagem com a foto do meu cartão. No dia que cheguei em Salvador fomos ver o pôr-do-sol no Farol da Barra e eu usei um short dela emprestado.. e aí eu esqueci no bolso de trás do short. Aiai… O cartão foi recuperado 20 dias depois quando voltei pra Salvador, quando também recuperei o celular.

Esquecida, eu? Imagina :-)

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Bárbara Cady

Larguei o meu emprego e sai por aí para conhecer o mundo. A viagem deve durar 2 anos. Me acompanha? #BabiPorAí

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Um comentário

  1. Babi,

    Sou tua fã e hoje estou tirando um tempinho para ler um pouco sobre ti e tua viagem que acompanho no snap e instagram. Um beijo e que Deus te acompanhe agora em Lisboa!

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