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Uma volta ao mundo…

03 de Fevereiro de 2016
5 comentários 741 visualizações

imagem de volta ao mundo

Minha história por trás de

uma volta ao mundo

 

Sempre gostei de viajar – na verdade, desde que me entendo por gente, sempre quis viajar. Podia ser para casa do amigo logo ali, para o interior do Rio de Janeiro ou do Brasil, para a fazenda da amiga, pra casa de praia ou pra qualquer outro lugar. Não posso negar que esse desejo de viajar sempre esteve presente em mim.  Já o desejo de dar a volta ao mundo é muuuuuito mais recente. Na realidade, ele me acompanha há pouco mais de dois anos.

Durante a minha vida, sempre que me perguntavam sobre um país ainda inexplorado por mim, minha resposta clássica era: “Não conheço, mas tá na minha lista.” E, é verdade, dificilmente algum país não estava na minha lista :)! Mas daí a ter a vontade de largar tudo e dar a volta ao mundo, são histórias bem diferentes.

O que eu queria mesmo era sair da minha zona de conforto e ser expatriada, pela empresa que eu trabalhava, para um país bem diferente do nosso. Se isso tivesse acontecido, dificilmente teria surgido a ideia de largar tudo para realizar essa desejo. Mas a vida dá voltas e cá estou eu na Chapada Diamantina, 3 dias depois de ter iniciado a minha viagem.

A história começou mais ou menos assim:

Março/2010: fiz a entrevista de estágio para a empresa que trabalhei, uma multinacional no setor de óleo & gas. Já na entrevista deixei claro que meu objetivo era ser expatriada, queria uma experiência em outro país, queria sair da minha zona de conforto. Lembro que o meu ex-chefe me falou que era difícil e questionou para quais países eu pretendia ir. Desde o início, falei que buscava uma experiência bem diferente da nossa realidade, não buscava países “desenvolvidos”, gostaria de trabalhar na Ásia ou África, por exemplo, e quanto maior fosse o desafio, mais interessada eu estaria.

a mágica acontece fora da sua zona de conforto, por isso, uma volta ao mundo cairia bem

Consegui a vaga de estágio e quase dois anos depois fui contratada como funcionária. Foi quando comecei a estudar o que precisaria fazer para alcançar a tão sonhada expatriação. Eu sempre soube que seria MUUUUITO difícil, mas eu estava determinada e tentaria. Sabia que antes de ser expatriada teria que ter pelo menos três a quatro anos de experiência como funcionária aqui no Brasil e eu estava disposta a esperar esse tempo. Com o passar dos anos, conversando com funcionários brasileiros e estrangeiros de diversas áreas da empresa, me dei conta de que seria muito mais difícil do que imaginava – e minha motivação foi indo embora. Sempre fui muito clara e direta em relação ao meu objetivo e quando realmente percebi que não conseguiria alcança-lo, resolvi mudar o foco – só não ainda sabia qual seria.

Fevereiro/2014: Em meio a essa insatisfação, contatei um amigo recém retornado de uma volta ao mundo e perguntei detalhes. Queria saber como tinha sido, pra onde ele tinha ido, quanto tinha gastado… Queria saber tudo! Deixei claro para ele que, naquele momento, as perguntas eram apenas devaneios – e que sim, eu sabia que um dia aquilo tudo até poderia vir a se concretizar pra mim, mas realmente, naquela hora, eu estava apenas “sondando”. Ele foi super gentil e me respondeu com as mais completas respostas, me enviando vídeos que tinham servido de motivação para aquela viagem. Vi todos, li e reli as informações, fiz algumas pesquisas na internet e pronto, aquele interesse passou. Nada mais aconteceu. Nem comentei com meu marido, só com uma amiga do trabalho muito próxima, e pronto. Aquilo morreu ali.

Informação importante antes de prosseguir: meu marido trabalha na área de petróleo no sistema de escala, fica 35 dias embarcado trabalhando 12 horas por dia sem folga e fica 35 dias em casa sem nenhuma obrigação. Em todo desembarque ele poderia fazer viagens alucinantes pelo mundo, mas tinha que voltar para casa pois eu tinha o meu trabalho durante a semana e nós queríamos ficar juntos.

Um belo dia, bebendo cerveja em casa com o meu marido ele comentou que seria legal se nós dois parássemos de trabalhar para ficar um ano viajando. Eu não acreditei naquilo, fiquei muito feliz, nunca imaginaria que ele fosse querer.

Um dia vou dar a volta ao mundo

Fizemos planos: ele continuaria trabalhando por um tempo para alcançar os objetivos profissionais e financeiros, e eu trabalharia para conseguir o meu dinheiro (já que o meu objetivo profissional eu sabia que não dava pra ser alcançado). Começaríamos a viagem em fevereiro de 2016 e até lá nos organizaríamos aos poucos. Com o passar do tempo, o cenário profissional dele acabou mudando, e ele precisaria continuar trabalhando por mais tempo para alcançar as metas traçadas. Fiquei triste achando que aquele meu novo objetivo teria que ser postergado, tinha adorado aquela ideia.

Um tempo depois, ainda em 2014, fomos para Aventureiro em llha Grande e o que era pra ser apenas mais uma viagem comum com amigos se tornou um momento extremamente marcando e decisivo pra mim. Foi lá que fui incentivada a prosseguir com o novo objetivo e finalmente tomei a decisão: seguiria adiante com os planos mesmo que ele não saísse do emprego, estava disposta a viajar sozinha durante seu tempo embarcado.

Minha amiga me lembrou de como eu me virava bem sozinha, de que já feito um mochilão totalmente independente quando mais nova e que com certeza iria tirar aquela nova situação de letra! Um amigo me ajudou contando que largou o emprego 2 vezes para viajar e que também tinha dado tudo certo, hoje ele estava novamente empregado e extremamente feliz. Pronto, decisão tomada: eu ia largar tudo para dar a volta ao mundo. Metade dessa nova jornada seria sozinha, a outra metade, seria com meu marido.

Com tudo decido, motivação a mil e vontade nenhuma de desistir, era hora de organizar e planejar todos os aspectos de uma viagem de volta ao mundo. E aí que entra uma outra feliz coincidência: o Projeto ViraVolta. Descobri esse site novo e cheio de informações incríveis. Li o Manifesto da Carol, me identifiquei, me apaixonei e aí tive mais certeza do que nunca que estava pronta e que faria essa viagem.

Em dezembro de 2014, depois de ter devorado o site inteiro do Viravolta, comprei alguns livros que eles recomendaram e comecei a planejar todos os aspectos da minha viagem.

Em janeiro de 2015, em uma viagem para os Estados Unidos, comprei vários itens para o meu mochilão – que só ocorreria em 2016. A ansiedade era enorme e a vontade era de largar tudo logo e começar imediatamente… Mas não dava, eu ainda precisava juntar bastante dinheiro. E, financeiramente falando, a época era a pior de todas: a alta do dólar encareceu a minha viagem em sei lá quantos por cento. Mas, tudo bem, a verdade é que “nunca vai ter a época certa”, sempre vamos nos sabotar criando empecilhos e desculpas. Então resolvi seguir mesmo com o dólar nas alturas.

motivação para dar a volta ao mundo

(continua….)

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  1. Luana 09/11/2016

    Oi Babi, parabéns pela sua coragem!!! Só fiquei curiosa em saber a continuação.. tá em outro post? Não achei!!! Sucesso p vc!!!!

  2. […] nessa viagem isso nao vai ser diferente e então o meu foco vai ser não perder as coisas mais importantes: […]

  3. Isabela 07/04/2016

    Nossa Baby, eu vejo seus Snaps, suas fotos no Insta e fico pensando se um dia terei a oportunidade de largar tudo e ir viajar o mundo ( no meu caso para conhecer praias, pois se tudo der certo serei bióloga marinha <3). Digo que as vezes me sinto como estivesse ao seu lado nas viagens, de tão bom que é ver seus snaps. Ver a sua coragem despertou de novo em mim aquela paixão por conhecer novos lugares e viajar.

  4. Daniela 23/03/2016

    Que legal…também tenho vontade de dar volta ao mundo e fiquei mais inspirada depois de ler seus relatos. Queria abrir mão de serviço para me dedicar apenas ao blog D&D Mundo Afora. me dá prazer mexer com isso. Ainda é apenas um sonho, mas que estou trabalhando para realizar: viver financeiramente do blog… um dia chego lá!!!! boa sorte..
    http://www.dedemundoafora.com.br

  5. Heitor Sima 26/02/2016

    Irado, Babi! Vai postando sempre que a gente vai acompanhando por aqui e quem sabe por ai!