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Whistler, Canadá

26 de Março de 2017
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Whistler – essa talvez seja a cidade/vila que a gente mais curtiu conhecer até hoje. Isso porque Whistler respira natureza, esportes e uma ótima gastronomia. Já fomos 3 vezes pra lá e todo ano pensamos em voltar.

Nesse post, descrevemos nossas experiências tanto no verão, quanto no inverno. Se preferir, role a página até a descrição de seu interesse.

Whistler

um paraíso pertinho de Vancouver

Whistler foi fundada em 1914, mas foi nos anos 60, quando a estação de ski começou a funcionar, que a cidade ganhou fama. Hoje, ela se tornou a maior estação de ski das Américas – já foi até sede das provas de montanha das olimpíadas de inverno, em 2010. Mas seu sucesso atual não deve ser associado somente a essa estação do ano – no verão, as montanhas se transformam num paraíso para os amantes de mountain bike e, mesmo aqueles que não querem se aventurar no esporte, podem subi-las de gôndola e aproveitar os restaurantes e as paisagens impressionantes lá de cima.

Pode-se dizer que, em Whistler, tudo gira em torno das montanhas, tanto no verão quanto no inverno. Na verdade, a cidade foi projetada pra ser praticamente uma “Disney de montanha”. Mas, ela não para por aí: os lagos da região são deslumbrantes e merecem crédito, assim como a gastronomia. Os bons restaurantes entenderam o sucesso do destino e logo abriram suas portas por lá. O mesmo aconteceu com os hotéis – Whistler tem excelentes opções de acomodação.

Acho que, em resumo, Whistler é uma cidade bem completa!

Como Chegar

O melhor jeito de chegar em Whistler é por Vancouver, pela Sea to Sky Highway. A viagem dura cerca de uma hora e meia (são 120 km de estrada) e tem paisagens belíssima, variando entre as enseadas da baía de Vancouver, aos picos nevados das montanhas e algumas cachoeiras e lagos na beira da estrada. Se estiver com um carro alugado, você provavelmente vai querer dar uma paradinha para fotografar, principalmente se estiver viajando no verão.

Também é possível fazer esse trajeto de ônibus ou hidro-avião.

Hidro-avião

Da primeira vez, em agosto de 2013, fomos de carona para Whistler desde Vancouver e voltamos de hidro-avião. A viagem foi maravilhosa!!!! O piloto passa bem pertinho das montanhas nevadas, sobrevoa lagos azuis incríveis e faz um pouso super emocionante às margens do Stanley Park. O vôo dura aproximadamente 35 minutos e custa em torno de 180 dólares canadenses.

Você pode ver mais detalhes no site oficial de Whistler e pode comprar o seu vôo pelo site da Whistler Air.

Transfer/ônibus

Da segunda vez, fomos a Whistler esquiar. Foi na mesma época em que nos aventuramos pelas Montanhas Rochosas para conhecer as estações de ski da região. Fizemos o trajeto Vancouver-Whistler-Vancouver de ônibus. Escolhemos a empresa Pacific Coach por ser recomendada no site da estação de ski de Whistler, a Whistler Blackcomb. O valor por trecho gira em torno de 30 dólares canadenses.

Se você busca uma opção mais em conta, vale dar uma olhadinha no site Pop a Ride. Ele é como o Blablacar (site super famoso na Europa), mas focado no Canadá. Através dele, você consegue comprar um espaço no carro de alguém fazendo a rota que você precisa. É basicamente uma carona paga ;-). Vancouver – Whistler sai normalmente por 13 dólares canadenses. Eu nunca usei esse site, mas vi boas recomendações.

A vantagem do ônibus comparado à carona é o espaço para bagagem. Se você viaja no inverno e leva sua prancha de ski ou snowboard, aconselho que usem a Pacific Coach.

Quando Ir

Whistler  é um daqueles destinos pra visitar durante o ano todo e voltar todos os anos. Tanto no verão quanto no inverno, a cidade oferece inúmeras opções de atividades, principalmente envolvendo uma dose alta de adrenalina. Mas… se ser radical não é muito a sua praia,  fique tranquilo, Whistler também reserva um monte de atrações pra você!

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As atividades do verão

Estivemos em Whistler no final do verão de 2013. Como não tínhamos muito tempo, passamos apenas dois dias e uma noite por lá e tentamos aproveitar ao máximo.

As montanhas de Whistler e Blackcomb, que no inverno abrigam milhares de turistas ávidos por neve, também ficam abertas no verão. Nelas, você pode tanto fazer trekking pelas trilhas, descer as ladeiras de mountain bike ou apenas apreciar a vista lá de cima.

Em nosso primeiro dia por lá, como estávamos com a família, incluindo uma criança de 5 anos, optamos por pegar a Gôndola da montanha de Whistler e, de lá, pegar a Peak to Peak até a montanha de Blackcomb.

A gôndola para a Whistler Mountain sai da Skiers Plaza, que fica bem no centrinho da vila. Essa é inclusive uma ótima referência para você escolher sua acomodação. Localização perfeita e super central.

A subida de gôndola até a primeira parada (no meio da montanha, onde queríamos descer) é bem rápida. Logo chegamos ao Roundhouse Lodge, um restaurante a cerca de 1800 metros de altitude. Perto dele, é possível pegar a Peak2Peak, uma gôndola gigante (semelhante à  do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro) que liga as duas montanhas (Whistler e Blackcomb). Não deixem de fazer esse passeio – é lindíssimo! Da gôndola vimos vales, florestas, rios e lagos.

Na montanha de Blackcomb é possível inclusive esquiar no verão, em uma área reduzida, durante os meses de junho e julho.

Ficamos um tempinho por lá tirando fotos e apreciando a vista e voltamos para vila.

Bungee Jump

Aproveitamos o final da tarde para saltar de Bungee Jump. A Whistler Bungee opera durante o ano todo, a cerca de 16 km da cidade. Nós fomos lá no verão e no inverno e o visual é incrível (veja nosso relato aqui). O salto é feito de uma ponte com um vão de 50 metros, sobre um riozinho lindo e pode ser feito tanto em dupla quanto individualmente.

Após saltarmos de bungee voltamos para o centrinho para jantar! Nessa viagem no verão, a gente comeu no Araxi, que de tão bom, voltamos duas vezes no inverno!

Onde comer

Além do Araxi, nós também destacamos os restaurantes Alta Bistro e o Bearfoot Bistro. Este último é super divertido: além de servir um menu degustação maravilhoso, o restaurante ainda conta com um bar de gelo onde é possível tomar shots em grupo (em copinhos de gelo presos num ski de gelo) e uma adega onde aprender a abrir garrafas de espumante com uma espada (pelo que nos disseram lá, o dono do restaurante é o recordista mundial de abrir mais garrafas de espumante com espadas em um tempo determinado, com certificado do Guiness Book). Eu sei que ficou meio confuso, mas não quero dar mais detalhes! Tem que ir pra entender =)!

Onde dormir

Passamos a noite no Crystal Lodge, bem no centro da vila, e no dia seguinte, já sem o resto da família, nos aventuramos nas pistas de mountain bike. Antes de falar sobre nossas aventuras com as bicicletas, cabe mais uma observação sobre hospedagem.

Como falamos, Whistler foi projetada para ser um verdadeiro resort de montanha, então é tudo mais ou menos concentrado em torno da vila. Da Skiers Plaza até a Olympic plaza (onde existe uma pista de patinação no gelo no inverno), são apenas uns 700 metros pela Village Stroll, a rua principal de lá (e onde não passam carros). O ideal, então, é se hospedar em algum hotel por ali, pois assim não precisará de carro para nada (os passeios mais longe, como o Bungee, por exemplo, em geral oferecem transfer).

Neste sentido, então, o Crystal Lodge é maravilhoso, pois fica bem ali no centrinho. No inverno, a gente se hospedou no Delta Whistler Village Suites e no The Westin Resort & Spa, cada um a 300 metros do Crystal Lodge, e também foram ótimas experiências! Mas existem muuuitas opções – você pode escolher aquela que se adequar melhor ao seu budget.

Mountain Bike

Confesso que quando descobrimos que em Whistler tinha um bike park não ficamos tão empolgados. Já havíamos visto pessoas praticando o esporte em Bariloche, na Argentina e não ficamos tão tentados a fazê-lo. Porém, quando vimos o rosto de felicidade das pessoas (felicidade = cheio de terra no rosto, hehe, você sai todo sujo!) resolvemos arriscar.

Contratamos, então, duas horas de aula, numa loja que fica no mesmo lugar da bilheteria da gôndola e pegamos o lift montanha acima (o teleférico é o mesmo usado pra levar os esquiadores no inverno). Além das aulas, alugamos as bikes e os equipamentos de segurança.

Pode parecer besteira contratar aula de bicicleta, já que sabemos pedalar, mas a bicicleta de mountain bike é completamente diferente e a aula foi extremamente importante.

Depois de praticar um pouquinho numa área reservada para o aprendizado, fomos pras pistas.

A classificação das pistas é praticamente a mesma das de ski: verdes são fáceis, azuis as intermediárias, vermelhas difíceis e pretas avançadas. A diferença é que tem umas pistas que mostram uma linha, que são as de velocidade e outras que mostram uma cobrinha, que são as mais técnicas.

Depois de algumas descidas com o professor, nos sentimos à vontade para descermos sozinhos. Agora, não será nenhuma surpresa se viajarmos para andar de mountain bike: realmente descer uma montanha em alta velocidade é viciante!

Cuidado com a vida selvagem

Quando estiverem por lá, fiquem atentos aos alertas de vida selvagem, pois como as pistas são no meio da floresta, não é raro topar com um veado ou um urso (eles inclusive avisam aonde ursos foram avistados, por razão de segurança e para que os visitantes tentem vê-los de cima dos teleféricos).

Outras atrações

Além das atividades que nós fizemos no verão, Whistler ainda oferece várias outras opções de passeio, como descer num trenó com rodinhas na pista de Bobsleigh (fizemos esse passeio no inverno), tirolesas, passeios de ATV (quadriciclo), golf e trekkings pelas montanhas e lagos da região.

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As atividades de inverno

No inverno, poderíamos ter ficado apenas andando de snowboard pelas pistas de ski que já estaria maravilhoso! Poderíamos passar dois meses só fazendo isso que não iríamos enjoar, a estação é realmente enorme!!! Porém, se Whistler só tivesse as pistas para oferecer, não seria Whistler. Como falei, Whistler é uma cidade completa!

Tentamos aproveitar um pouquinho de tudo e fizemos várias atividades na uma semana que estivemos por lá.

Antes de mais nada, vamos falar das pistas de ski: Whistler é um mundo! Você pode andar um dia inteiro sem praticamente repetir o trajeto. A estação engloba duas montanhas vizinhas: Whistler Mountain e Blackcomb Mountain, unidas pelo Peak2Peak. Somadas, elas contam com mais de 200 pistas e 37 teleféricos.

Além das pistas, a estação conta com terrain parks para todos os níveis, um super half-pipe, áreas destinadas às crianças e ao aprendizado de ski e snowboard, além de várias opções de restaurantes (são 17!!).

Nós esquiamos 5 dias por lá e infelizmente não pegamos neve fresca na montanha. Quando isso acontece aqui na América do Sul, ficamos um pouco desesperados, porque a estrutura por aqui não é tão boa. Porém, em Whistler, mesmo sem nevascas recentes, as pistas estavam em totais condições de ski, devido ao potente sistema de snowmaking. Uma outra vantagem é que o cume da estação fica a cerca de 2400 metros, então você não sente os efeitos da altitude e pode esquiar despreocupado o dia inteiro.

Heliskiing e Catskiing

Em nosso último dia, nós íamos fazer heliskiing pela primeira vez. Para quem não sabe, heliskiing é quando você vai de helicóptero para o topo de uma montanha e desce pela neve virgem, com um guia liderando o grupo. Porém, infelizmente, uma grande tempestade veio e nós não tivemos condições de decolar. Para quem se interessar, existem três empresas que oferecem esse serviço por lá, além de outras que oferecem Catskiing (quando você sobe a montanha com a máquina que constrói as pistas de ski – nós fizemos em Termas de Chillán, no Chile, e adoramos).

Ski + Café da Manhã

Outra opção legal para quem esquia é comprar os bilhetes para um café-da-manhã em um dos restaurantes da montanha, e assim ser um dos primeiros do dia a descer as pistas. Em dias com neve fresca, isso pode significar algumas descidas na neve powder virgem.

Tubbing, Zipline e Bobsleigh

Na montanha de Blackcomb, ainda é possível fazer mais três atividades: Tubing (onde você desce as ladeiras sentado em uma bóia), zipline (uma sequência de várias tirolesas) e bobsleigh (aquele trenó que ficou famoso no filme “Jamaica abaixo de zero”). Experimentamos os 3!

Para chegar ao começo do passeio do ziplining, pegamos uma van saindo da vila de Whistler e subimos em direção a Blackcomb. O passeio consiste em uma série de tirolesas que permitem um contato mais próximo com as florestas da região, já que passamos por pequenas trilhas entre uma tirolesa e outra. Em nosso grupo tinham várias crianças que adoraram o passeio.

Já o passeio de Bobsleigh é feito na pista usada nas olimpíadas de inverno de 2010, que é uma das mais rápidas do mundo. O trenó é conduzido por pilotos profissionais e é possível sentir uma força de nível Mach3, ou seja, três vezes a força da gravidade.  Essa foi umas das experiências mais impressionantes que já fizemos: a sensação é de estar em um trem desgovernado, aumentando de velocidade a cada curva.

O passeio é sem fins lucrativos, e toda a renda é revertida na manutenção das pistas. Nós recomendamos muito pois é uma atividade que foge do convencional. Lá também é possível praticar skeleton, onde o atleta desce sozinho, de barriga para baixo (no bobsleigh, vão três pessoas, além do piloto) e, no verão, é possível descer em um trenó com rodinhas, já que o gelo da pista derrete.

Snowmobile

Outra atividade que fizemos por lá no inverno foi andar de snowmobile, que é tipo um jetski da neve. Nós fizemos um passeio incrível desse estilo em Golden, também em British Columbia (leia sobre ele aqui) mas, infelizmente, nesse de Whistler pegamos tempo ruim, com chuva, o que tornou a experiência não muito agradável. O tour, porém, era bem organizado. Passamos por florestas de pinheiros e paramos para o café-da-manhã em uma cabana. Quem se interessar, recomendamos que vá em um dia de tempo bom – fuja da chuva!!

Patinação no Gelo

Além de todos esses passeios, também é possível fazer patinação no gelo, na Olympic Plaza, que fica no final da Village Stroll. À noite, por ali, víamos muitas famíias se divertindo com os patins e trenós para os pequenos.

SPA

Os que buscam relaxamento (mental e muscular – este último, fundamental para quem está andando de ski ou snow), não podem deixar de ir no Scandinavian Baths and Spa, um spa inspirado nas técnicas de relaxamento dos países nórdicos, que consiste em ficar em torno de 10 a 15 minutos em um ambiente quente (piscina aquecida e saunas seca e à vapor), depois mergulhar por cerca de 20 a 30 segundos em uma piscina muito gelada para finalmente relaxar por 20 a 30 minutos em ambientes com temperatura “morna”. Esse ritual pode ser repetido quantas vezes quiser, e muita gente passa bastante tempo por lá relaxando, inclusive levando livros para ler. É possível fazer massagem por lá também.

Acho que deu pra entender um pouquinho do porquê consideramos Whistler uma cidade/vila completa, né?! Espero que vocês tenham a oportunidade de conhecer esse lugarzinho tão charmoso!

Não se esqueçam de dividir com a gente suas experiências.

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