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Gold Coast

28 de Janeiro de 2018
1 comentários 267 visualizações
escrito por Raquel Furtado

Gold Coast é um lugar muito especial pra gente. Foi lá que fizemos intercâmbio em 2005/06 e foi lá que tivemos a nossa primeira experiência longa fora do Brasil. Sem dúvidas, lá foi um dos lugares que nos contaminou com esse bichinho da viagem que nos faz percorrer esse mundão em busca de lugares incríveis.

Obs: esse post ainda está em construção, mas resolvemos publicá-lo de uma vez pq vocês estavam muito ansiosos pelas dicas, rs!

Gold, como é carinhosamente chamada pelos brasileiros que moram por lá, fica localizada no estado de Queensland, bem na fronteira com New South Wales e a apenas uma hora de carro ao sul de Brisbane, capital do estado.

De 2006 pra cá, muita coisa mudou. A região cresceu muito, vários arranha-céus foram construídos, um moderno bonde passou a cortar grande parte da cidade, mas a essência continua a mesma.

A cidade incorpora aquele ideal do sonho australiano: praias lindas, ondas perfeitas, gente bonita e toda uma cultura voltada para os esportes e qualidade de vida. Além de praias, Gold reserva muitas surpresas para quem a visita, como cachoeiras, vinhedos, boas opções de vida noturna, parques de diversão e por aí vai.

ENTENDENDO A CIDADE

Gold Coast tem uma dinâmica de cidade um pouco diferente da que estamos acostumados.

Ela é cortada por uma auto-estrada, a Gold Coast Highway, e, ao longo dela, ficam vários bairros que funcionam como mini-cidadezinhas. Além disso, pode-se dividir também as áreas em três, indo do mar para o interior: as praias, a região dos canais (os chamados Waters) e a Hinterland, que é a região das montanhas.

Cada bairro tem a sua particularidade e atrai um tipo diferente de pessoa.

SURFERS PARADISE

Surfers Paradise, onde moramos em 2006, concentra o maior número de cursos de inglês, e, por isso, é o lugar escolhido para morar pela maioria dos intercambistas que vão para a cidade.

Surfers é o bairro mais agitado de Gold Coast. É nele que estão localizados os grandes prédios que podemos ver no Skyline da cidade e também a maior concentração de boates, cada uma bombando em um dia diferente da semana (como só saímos por lá em 2006, vamos nos abster de comentar sobre elas, já que estaríamos desatualizados! Hehehe – mas quando voltamos pra lá agora em 2015, pudemos ver que a Melbas e a The Shooters continuam abertas).

Quem for pra lá, não pode deixar de bater perna na Cavill Avenue, a ruazinha principal, com o maior número de lojas. É nela que fica aquele pórtico famoso escrito Surfers Paradise na beira da praia.

Apesar de ter esse nome, a praia de Surfers não tem as ondas clássicas que dão fama a cidade. Ela é bem parecida com a praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, tanto pela sua extensão quanto pelas ondas (que apesar de não serem clássicas tem seus dias bons) e pelas ótimas condições para a prática de kitesurfe. Uma outra boa pedida é correr pela areia da praia no fim do dia!

Uma opção de interessante em Surfers é subir no SkyPoint, o observatório do Q1, um dos maiores prédios de Gold Coast e ver a vista da cidade. Nós não fomos lá, mas nos falaram muito bem. A entrada custa AUD24 pra adulto e AUD14 para crianças.

http://www.skypoint.com.au/Buy-Tickets/Ticket-Pricing.aspx

BURLEIGH HEADS

Na nossa estadia em Gold em 2015, nós escolhemos o bairro de Burleigh Heads para nos hospedar. A gente escolheu ficar por lá pelo fato de termos um casal de amigos morando no mesmo bairro e por termos achado uma casinha linda no Airbnb, às margens dos canais de Burleigh Waters (pra saber mais sobre o Airbnb, clique aqui).

Burleigh é um bairro bem autêntico, diferente de Surfers, que pode parecer um pouco fake para alguns. Andando pelas ruas, podemos ver um pouco do verdadeiro cotidiano dos australianos de lá: pequenos cafés, lojas de venda de pranchas, de utensílios pra casa etc. Nós recomendamos dois cafés que ficavam próximos a nossa casa e que adoramos: o Burleigh Social e o Paddock Bakery, ambos localizados na Hibiscus Haven street.

Outro motivo que nos levou a nos hospedarmos em Burleigh Heads foram as ondas. Infelizmente, enquanto estivemos por lá o mar não cooperou e os meninos não puderam surfar nas famosas direitas que quebram no canto da praia. Com as condições certas, ela é uma onda de nível internacional e que, apesar do crowd, fica um pouco menos lotadas que as praias de Coolangatta.

No canto direito da praia, onde supostamente as ondas deveriam estar quando estivemos por lá 😂😂 está o Burleigh Heads National Park, fica em um morro com uma bela vista da praia. O parque nacional é um bom lugar para uma corrida, mesmo em dias mais quentes, já que o caminho é protegido pelas sombras das copas das árvores. Do outro lado do Parque Nacional (e acessível pela mesma trilha que sai da praia da Burleigh Heads), fica o Tallebudgera Creek, um rio que deságua no mar e proporciona umas prainhas lindas!

Tallebudgera é um dos melhores lugares pra remar de SUP em Gold Coast. As águas calmas e azuis são perfeitas pra uma remada tranquila. Embaixo da ponte, por exemplo, dá pra ver vários peixinhos e no encontro com o mar é possível arriscar umas ondinhas (que são bem pequenas).

CURRUMBIN

Currumbin é uma praia que fica no meio do caminho entre Burleigh Heads e Coolangatta.

A praia propicia boas condições para surfistas, que aproveitam as ondas que quebram para a direita, bem ao lado da tradicional pedra que fica na foz do rio que desemboca lá.

As águas de Currumbin, seja na praia ou no rio, também proporciona boas condições para os kitesurfistas.

Em Currumbin é possível ver bem o contraste que Gold Coast proporciona. Em apenas dez minutos de carro, seguindo pela estrada que margeia o rio, você sai da praia para um ambiente completamente rural. A 15km da praia está a Currumbin Rock Pool, um poço no rio com uma pequena corredeira e umas pedras de onde é possível praticar Cliff Diving (OBS: nós pulamos lá em 2006. Em 2015 a gente só parou pra ver e não chegamos a mergulhar. É sempre bom checar a profundidade do local antes de saltar de pedras, já que com os anos, o fundo pode ter mudado, com pedras rolando, troncos soltos ou mesmo com assoreamento de areia).

Alguns quilômetros depois da Currumbin Rock Pool está a seção Mt Cougal do Springbrook National Park (a entrada é grátis), onde fomos em mais algumas cachoeiras. A mais famosa delas é a Cougal Cascades, localizada a uns 5 minutos a pé do estacionamento. A queda d’Água é interrompida por uma pequena piscina no meio da pedra, antes de chegar num grande poço aonde é possível nadar.

Na primeira vez que estivemos lá, em 2006, tinha uma galera escorregando pela pedra e caindo nesta piscina, junto com a queda d’água. A gente nem pensou duas vezes e fomos lá escorregar junto com o pessoal. Dessa vez, porém, tivemos a impressão de estar mais raso e ficamos receosos de escorregar (já que tem uma queda de uns 1,5 mt depois do escorrega natural) e entramos na água por baixo mesmo.

Subindo um pouco mais pela trilha do parque nacional também é possível ver um moinho de 1940 e mais algumas quedas d’Água.

Outro ponto turístico de Currumbin é o Currumbin Wildlife Sanctuary, onde é possível interagir com animas típicos da Australia, como cangurus, wallabies, coalaa e diversos tipos de pássaros. Nós também não fomos lá, mas é muito bem recomendado por todo mundo que conhecemos e foi lá. A entrada custa AUD 49 para adultos e AUD 35 para crianças. Para quem quiser fazer o Koala Experience (em que é possível tirar fotos segurando um Coala), paga AUD 79, já com a entrada do parque incluída.

http://www.cws.org.au/tickets/

COOLANGATTA

Coolangatta é o bairro que deu fama a Gold Coast. Localizado no extremo sul da cidade, na fronteira com New South Wales, é lá que se pode viver o “sonho australiano”. Em Coolangatta tudo gira em torno da praia e das ondas perfeitas. O bairro respira surfe, seja pelas grandes lojas de todas as marcas de surfwear mais importantes do mundo, pelo vai-vem de pessoas com pranchas embaixo do braço ou pela primeira etapa do ano do mundial de surfe, que acontece todo mês de março.

As praias mais famosas são Snapper Rocks, Rainbow Bay, Kirra (com condições épicas, é possível surfar, na mesma onda, através dessas três praias) e Duranbah.

É difícil de descrever o clima do bairro, realmente todos parecem respirar surfe por lá, é uma vibe incrível! O único porém, entretanto, é que como todos vivem pra pegar onda por lá, o crowd é sempre intenso, e com condições boas, a água fica mais cheia que Avenida Paulista em final de tarde chuvoso!

Coolangatta também é aonde fica o aeroporto de Gold Coast, servindo de porta de entrada para os que voam até lá. Para se ter uma ideia das distâncias, do aeroporto até Surfers Paradise, são cerca de trinta minutos de carro, ou 21km.

HINTERLAND

A área montanhosa de Gold Coast proporciona experiências interessantes para os visitantes, completamente diferentes do que esperamos quando vamos para lá em busca das praias da região. Uma boa pedida é combinar uma ida a praia de manhã e para as cachoeiras do interior de Gold de tarde (ou vice-versa). São inúmeras opções de ambas as atrações!

Na nossa estadia de uma semana, em novembro de 2015, tivemos a oportunidade de conhecer várias dessas atrações rurais da cidade.

Um dos locais que mais gostamos foi a Tamborine Mountain. Localizada a XXX km de Surfers Paradise, a montanha tem bastante coisa pra fazer. O centrinho reúne restaurantes e vinícolas (aonde também é possível comer) e nos arredores é possível realizar trekkings, visitar cachoeiras e até uma caverna artificial construída para a conservação de Glow Worms, um bichinho que só vive na Austrália e na Nova Zelandia e emite uma luz para atrair suas presas.

Quando estivemos lá, fizemos uma pequena caminhada para uma cachoeira chamada Curtis Falls, onde não é permitido mergulhar (checar se pode mergulhar ou não). Como o tempo estava meio chuvoso nessa semana, a cachoeira, apesar de bonita, estava um pouco barrenta.

De lá, seguimos pras Cedar Creek Falls, um complexo de várias quedas d’água, localizadas a cerca de 10 minutos de caminhada do estacionamento.

As  Cedar Creek Falls ficam em um vale pedregoso e, apesar de várias placas proibirem as pessoas de subir nas rochas e mergulhar nos poços, vários frequentadoras (aparentemente todos australianos), estavam mergulhando de alturas que chegavam a 10, 12 metros. Apesar de não serem tão belas, nós gostamos bastante do passeio, sendo uma boa opção para um dia em que o tempo não esteja tão bom (Atenção: se tiver chovendo muito, evite ir lá, já que a geografia do local é perfeita para a ocorrência de trombas d’água).

Depois das Cedar Creek Falls, a gente seguiu para as Glow Worm Caves, na Cedar Creek Winery. Nossa ideia era ver os Glow Worms e comer na vinícola, mas o restaurante já estava fechado. O tour leva cerca de meia hora e a entrada para a caverna custa AUD 12 para adultos, AUD 9 para estudantes e AUD 6 para crianças.

http://www.glowwormcavetamborinemountain.com.au

Algumas pessoas ficaram frustradas pelo fato da caverna ser artificial, mas a gente gostou do passeio. Nós já havíamos visto Glow Worms em Waitomo, na Nova Zelândia e é lindo ver eles brilhando naquele ambiente escuro, parece um céu todo estrelado! Uma outra opção para ver Glow Worms em Gold Coast (desta vez em ambiente natural) é na Natural Bridge, no Springbrook National Park, mas a gente só foi lá de dia, então não conseguimos vê-los, já que é necessário estar escuro para ver o brilho deles.

A Natural Bridge fica em outra área da Hinterland de Gold Coast, no Springbrook National Park, a 27km de Surfers Paradise e é, talvez, a cachoeira mais famosa da região,  sendo um dos cartões postais da cidade.

Por ser habitat de Glow Worms, não é permitido o mergulho na cachoeira, restando ao visitante admirá-la da trilha. A queda d’água fica dentro de uma gruta e é bem fotogênica, com um tronco caído no meio dela e a visão do verde do lado de fora da caverna. Nós recomendamos levar um tripé e fazer fotos de longa exposição para captar a beleza do local!

Para chegar até a Natural Bridge, é necessário percorrer um percurso circular de cerca de 1km a partir do estacionamento, e que te permite ver a cachoeira de alguns ângulos diferentes.

Ah, quando nós fomos pra Natural Bridge, estivemos com dois seguidores que conhecemos na Killarney Fall, a cachoeira do coração, e que resolveram seguir pra lá com a gente. Se você nos encontrar por aí, pode nos dar um oi que a gente adora! :-)

Neste mesmo dia, um pouco mais cedo, nós estivemos na Killarney Fall, em Canungra, a cachoeira cujo poço tem formato de coração.

Para chegar nela, é preciso percorrer uma trilha de 850 metros a partir do estacionamento. Uma referência para achar o estacionamento é o Marian Valley, que fica a cerca de 40 minutos de carro de Burleigh Heads, onde estávamos hospedados.

A cachoeira fica numa área militar onde ocorrem alguns treinamentos, então é sempre bom conferir se ela está aberta ao público com o centro de informações. (COLOCAR O CONTATO)

Infelizmente a água estava meio turva, devido às chuvas, mas o lugar é bem bonito! O coração é formado por um mini cânion e é possível descer até o poço descendo pelas pedras, um pouco mais abaixo no rio ou saltando da cachoeira (como estava com bastante água, devido às chuvas, a gente saltou de uma pedra que fica a direita da queda d’Água, olhando de frente pra ela, mas não sabemos como fica a profundidade quando o rio está mais seco – sempre cheque antes de saltar de qualquer lugar).

Uma boa pedida é chegar lá um pouco antes do meio dia, para aproveitar a luz do sol incidindo no poço e tirar boas fotos!

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  1. Giovanna 08/02/2018

    Adoramos as dicas!!! Estamos indo para Gold Coast e vamos seguir suas dicas!!! Bjs