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Dicas de Amsterdã: o que fazer na cidade e arredores

16 de Janeiro de 2020
0 comentários 1239 visualizações
escrito por Raquel Furtado

Nesse texto, compartilho com vocês minhas dicas de Amsterdam. Mesmo nos meses mais frios e com chuva, consegui curtir bastante a cidade e ir embora com aquela ótima sensação de tempo bem aproveitado. Aqui, divido, então, minha experiência, e conto o que fazer em Amsterdã (e arredores) para que você faça uma viagem tão gostosa quanto a minha.

Essas dicas de Amsterdam são para pessoas com espírito jovem que gostam de lugares e restaurantes mais “descolados” e internacionais. Esse texto não é para quem 1. busca dicas de uma viagem super econômica ou 2. busca uma viagem tradicional focada nos pontos turísticos de Amsterdam.

Então vamos lá?

Dicas de Amsterdam

Reuni nesse texto um pouco das minhas 3 experiências em Amsterdã, que aconteceram em janeiro, fevereiro e maio, em 3 anos diferentes. A última foi agora, em jan/2020.

Hospedagem

Bom, minha primeira dica de Amsterdam é em relação à hospedagem. Se você viaja em um mês mais frio e chuvoso, acho essencial reservar um hotel confortável e aconchegante. Foi o que fiz em janeiro/20. Optei pelo Sir Albert Hotel, localizado no Pijp – uma região não tão turística como o centro e repleta de ótimos restaurantes e bares. Como acontece em praticamente toda Amsterdam, o bairro é super bem servido de transporte público. Tanto o metrô quanto o ponto de ônibus estão a pouquíssimos metros do hotel. 

Espere quartos relativamente pequenos mas funcionais, modernos e mega aconchegantes. Achei a cama super confortável e o banheiro excelente. Pegamos um quarto com chuveiro de teto – o que muitas vezes é raro na Europa. Hotéis mais antigos e tradicionais costumam ter banheira/chuveiro.

O Sir Albert tem o selo Design Hotels e é moderno, jovem e tem preço super coerente com o que oferece. Ele não é um hotel baratinho mas tem ótimo custo benefício. Pagamos cerca de 170 euros/dia para o casal sem café da manhã. O buffet custa 25 euros/pessoa, mas não chegamos a conhecer. Optamos por comer todos os dias pelo bairro – que tem ótimos locais de brunch.

Uma opção mais luxuosa (com selo Leading Hotels of the World) é o Conservatorium Hotel. Chique, com ótimo SPA e quartos espaçosos, ele está localizado ali perto, quase em frente o museu do Van Gogh. O preço, porém, é mais elevado. As diárias não saem por menos que 500 euros.

Se você é como eu e não gosta de se hospedar no meio de todo o burburinho, onde é até um pouco difícil andar na rua pelo enorme volume de turistas, evite um hotel no centro. A área das lojas, principalmente, não é indicada para esse propósito.

Entenda a história por trás da arquitetura

Amsterdam conquista pela arquitetura. Tenho certeza que um dos pontos que te desperta o interesse em Amsterdam e o faz querer conhecer a cidade é a típica arquitetura local. Casas altas, estreitas, tortas para os lados e inclinadas pra frente são o cartão postal da região e atraem milhões de turistas o ano todo para a Holanda. 

Claro que é impressionante ver todas essas características – e também lindo tirar uma foto com esse fundo charmoso. Mas melhor ainda é entender a razão por trás de toda essa particularidade. Acho que essa é uma dica de Amsterdam bem valiosa, que dá mais sentido à viagem, mas que muita gente deixa passar.

Casas super estreitas e altas:

Facilmente você nota que as casas em Amsterdam têm mais de 3 andares, mas são bem estreitinhas. Por quê? Simples: os impostos eram calculados sobre a área do terreno comprado. Quem optava por morar perto dos canais e na parte mais central da cidade precisava, para não gastar enormes fortunas, comprar um terreno pequenino. Muitas vezes tão pequeno que mal cabia um quarto e um banheiro na área adquirida. A solução era crescer a casa pra cima, já que cada metro quadrado para os lados implicava em mais e mais euros em impostos.

Casas inclinadas pra frente:

Você não precisa ser muito observador para notar que muitas casas em Amsterdam são bem inclinadas pra frente. A justificativa está ligada ao fato anterior. Pensa comigo: casas super estreitas e com mais de um andar precisam de escadarias entre eles. Como não havia muito espaço, a escadas são, também, super estreitas. É quase difícil pro próprio morador colocar o pé inteiro em cada degrau, agora imagina subir com a mobília? Impossível. A solução é içá-los pelas janelas. Repare que as casas têm ainda duas outras características que comprovam esse fato: janelas enormes e uma estrutura com roldana pertinho do topo, onde vai a corda para içar sofás, camas e etc. A inclinação da casa pra frente é para evitar que os móveis que fossem suspensos batessem nas paredes ou janelas.

Casas tortas para os lados:

Confesso que uma das minhas atividades preferidas enquanto passeava por Amsterdam era observar as casas tortas. Algumas passam a sensação que são quase maleáveis, de tão inclinadas para os lados. O motivo disso é o tipo de solo na região: que é pantanoso e movediço. As casas precisavam ser construídas de tal forma que pudessem acompanhar a movimentação do solo sem desabar. Com o passar dos anos, uma mesma casa pode tombar para a direita ou para a esquerda. Mas não se preocupe. Isso não é perceptível pois acontece de milímetro em milímetro.

Gastronomia

Amsterdam também conquista pela boca. Mas não se engane: o motivo não é a gastronomia holandesa – e essa é outra dica importantíssima. Espere encontrar uma cozinha super diversificada e internacional na cidade, principalmente asiática. Uma dica é experimentar um restaurante indonésio. Não sei se vocês sabem mas a Indonésia foi uma colônia holandesa, então há muita influência gastronômica do país em Amsterdam e na região. Uma opção bem avaliada, recomendada e autêntica é o Dèsa, também no Pijp. Infelizmente não o conheci. Acabei tendo uma mudança de planos e fui à Utrecht (outra ótima dica que detalho jajá). Por lá comi no The Street Food Club com bastante influência asiática (inclusive indonésia), então o Dèsa ficou para uma próxima. Se vocês forem, porém, me contem o que acharam :)!

Bom, no geral, realmente não faltam bons restaurantes em Amsterdam. Nessa região do Pijp passei por vários que me deram água na boca.

Eu acho que, principalmente se você visita o país no inverno, pode dedicar um bom tempo (e uns bons euros) para explorar a gastronomia, o charme e o aconchego dos estabelecimentos. Não apenas os restaurantes mas os bares e cafés são super convidativos nessa época. Lembre-se que uma viagem não é só ver pontos turísticos – viver a cidade como um local (ou quase) é um dos melhores jeitos de aproveitar as férias, relaxar e se desconectar das “funções” e obrigações do dia-a-dia. O inverno pede um mood mais relaxado, sem pressa e claro, bastante aquecedor.

Deixo abaixo minhas dicas de onde comer (e beber) em Amsterdam (com preços):

Coffee & Coconuts

Muuuito charmoso e excelente pra café da manhã e almoço. Amei, amei, amei. Tem uma pegada mais saudável e relax.

Bakers & Roasters

Um restaurante super famoso pro brunch. Fica lotado e com fila, então deixe pra ir lá num dia que seu café da manhã for cedo. As porções são bem fartas e deliciosas.

Venkel

Pra quem gosta de montar seus próprios bowls saudáveis ou comer sopas e saladinhas, essa opção é maravilhosa. Achei tudo muito saboroso. Fica do ladinho do Sir Albert Hotel.

Locals Coffee

Um café pequenino com boas opções de café da manhã, como avocado toast.

De Tulp

O De Tulp é mais um bar que um restaurante propriamente dito. Apesar de que uma parte dele funciona com reserva e como restaurante apenas. Mas eu amei a proposta, a decoração, a “vibe”… Recomendo demais uma noite por lá. Seja no inverno, na parte de dentro, ou no verão, nas mesinhas ao ar livre, essa é uma dica de ouro para quem gosta desse clima mais jovem, movimentado e descolado.

Clima em Amsterdam

Já estive 3 vezes em Amsterdã. Duas em janeiro – que confesso não ser minha época preferida – e uma na primavera, em maio. Durante o inverno, o clima atrapalha um pouco: espere chuva, dias nublados e um vento bem gelado. Nas estações mais quentes, entretanto, a cidade ganha vida e tudo acontece ao ar livre. Famílias, amigos e turistas deixam os ambientes fechados pra aproveitar os parques e gramados. Pra mim, é do final da primavera ao início do outono que você conhece a verdadeira beleza de Amsterdam.

Se você viaja em dezembro, porém, tem a vantagem do clima natalino que toma conta de diversas cidades européias e encanta turistas e locais. Aproveite as pistas de patinação no gelo!

patinação no gelo em Amsterdam

Bicicleta

Amsterdam é a capital do mundo das bikes. Dizem que existem mais bicicleta que pessoas na cidade e que, por lá, o trânsito é mais intenso sobre duas que sobre quatro rodas. 

Se você se sentir tentado a alugar uma bicicleta na sua viagem, entretanto, a dica é que o faça com cautela. Andar de bicicleta em Amsterdã não é como dar um passeio no calção do Rio ou nas ciclovias de São Paulo em um domingo. A bicicleta é um meio de transporte oficial. As pessoas as utilizam para ir ao trabalho, ao mercado, à academia… Quase todos o locais fazem isso, então a quantidade de bike em trânsito é enorme!! Para que tudo funcione bem, claro, são necessárias regras bem definidas. Há sinais com as mão para indicar uma curva, espaços específicos para cada direção e praticamente uma velocidade padrão que todos mantém.

Você turista, pedalando devagarzinho e ocupando a pista de bike toda, quase ziguezagueando de uma margem à outra enquanto tenta olhar pra rua, pro GPS do celular e pras casas charmosas à sua volta, não vai ter vez. Pode confiar em mim: o deslocamento de bicicleta vai ser mais assustador que agradável. 

Minha dica é que, se você não está acostumado a pedalar entre carros, se você não sabe exatamente o caminho a seguir com a bicicleta e se você não quer qualquer possível stress de trânsito que se mistura entre carro – bicicleta – pedestre, ande de transporte público ou vá apenas a pé! Deixe para alugar uma bicicleta em Utrecht, por exemplo, uma cidade mega charmosa, como uma pequena Amsterdã, a apenas 25 minutos de trem dali.

Transporte

Mais uma dica valiosa de Amsterdam: há Uber em Amsterdam mas não há necessidade de utilizá-los. A não ser que você esteja em um grupo de 2 ou mais e vá fazer distâncias curtinhas. Fora isso, use o metrô. O transporte público na cidade é super eficiente e com metrôs e bondinhos você vai pra todos os lados. O preço é OK. São 3 euros e 40 centavos para uma hora de deslocamento usando bondinho e/ou metrô ou 8 euros para 24 horas de uso livre.

Comprar seus tickets é super fácil. Você o faz através de maquininhas nas estações de metrô, em todos os pontos de bondinho ou ainda dentro deles, com o motorista. Dá pra pagar no cartão de crédito. Uma vez dentro dos bondinhos, lembre-se de validar o seu ticket. O mesmo vale para os tickets de trem – estes também precisam ser validados antes do embarque.

Note que Amsterdam também oferece alguns pacotes de tickets de transporte público. Dependo do tempo que você fica na cidade e do tanto que você pretende se descolar de bondinho ou metrô, um deles pode ser vantajoso pra você.

Os valores praticados em 2020 são: 13 euros e 50 para 48 horas, 19 euros para 72 horas e 24 euros e 50 para 4 96 horas (4 dias).

Dicas de Amsterdam pra quem gosta de fotos:

Amsterdam é praticamente toda fotogênica. A cidade é repleta de canais, tem mais de 2500 pontes e é repleta de casas com arquitetura mega atraente como falamos acima. Alguns endereços e regiões, entretanto, costumam atrair turistas que querem fazer aquele registro especial com fotos. É o caso da Torensluis (Brug 9) uma linda ponte próxima à Casa da Anne Frank que tem 3 arcos iluminados com luzinhas à noite. Ali perto, a vista da Prinsengracht com a Leliesluis é bem bonita. Vale uma foto com os prédios do Wester cafe, Roem e Café de Prins ao fundo.

dicas de Amsterdam: lugares fotogênicos

A Lekkeresluis Brug também é super fotogênica, principalmente pelas construções em seus entorno. 

Também gostei de passar na Armbrug, caminhando da estação central ao Red Light District. Dela, vi construções que davam direto no canal. Super interessante e fotogênico. 

Uma área perto do centro que aparentou ser mais residencial mas me chamou bastante atenção pela beleza foi ali entre as ruas Brouwersgracjt, Herengracht e Langestraat. Vale dar uma passadinha.

 


E assim, o nosso texto chega ao fim…

Mas e aí? Você já esteve na cidade? Tem dicas de Amsterdam pra gente incluir por aqui ou dúvidas sobre a viagem? Deixem seus comentários que vamos logo te responder <3

fim do conteúdo do post

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beijos e voa viagem, raquel Furtado, VamosPraOnde

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